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11 coisas que você não sabia sobre Nutella

segunda-feira, 27 de junho de 2016

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Mesmo que você não ame ou ache que superestimamos seu valor real, você não pode negar que a Nutella desenvolveu quase uma religião, um culto a ela no mundo inteiro. É um mimo que nos permitimos pois convenhamos, Nutella é algo inexplicável de gostoso. Descobrimos 11 fatos curiosos sobre essa iguaria que vão te fazer ainda mais apaixonado por essa oitava maravilha do mundo.

#1
A forma correta de pronunciar o nome não é Nu-te-la, de acordo com o website da empresa seria Niu-te-lla. Para os americanos, no caso, não seria Nut-ella, em inglês, seria New-tell-uh.

#2
“Donas de casa espertas” que fizeram o ato de comer nutella no pão algo aceitável para se comer no café da manhã. Por ter um alto valor calórico, era o ingrediente perfeito para dar para as crianças no café da manhã nos anos cinquenta na Itália, onde a marca foi lançada.

#3
A paixão humana é tão grande que até um ‘cadeado especial‘ foi inventado para que as pessoas não comam a Nutella alheia.

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#4
É responsável por um império de $23.4 bilhões de dólares. Maria Franca Fissolo e sua família são donos do Grupo Ferrero – Ferrero Rocher, Chocolates Kinder, e, sim, a Nutella o que coloca seu patrimônio líquido em mais de $ 20 bilhões de dólares, colocando-os em 32º lugar na lista das 500 pessoas mais ricas do mundo da Forbes.

#5
Acredite se quiser, de acordo com a empresa, o racionamento de cacau durante a Segunda Guerra Mundial foi que levou à criação da Nutella. O fabricante da pastelaria Pietro Ferrero acrescentou avelãs ao chocolate para aumentar sua oferta.

#6
O pote bem torneado é uma das chaves para o sucesso da Nutella. Como burburinho começou a construir em torno do produto, a empresa Ferrero queria garantir que a marca se destacasse da multidão por isso, a garrafa de plástico que você conhece hoje – nomeado o “Pelikan” – foi escolhida por causa da grande abertura que facilita a entrada da colher ou da faca ou colher.

#7
Há exatamente 97 avelãs em cada frasco. Isso é, por jarro, 750 gramas, para ser específico. A Ferrero usa mais avelãs que qualquer outra empresa no mundo.

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#8
Nutella frita é algo real. Você pode assistir o tutorial abaixo e fazer você mesmo. Suas artérias podem não gostar muito, nem o seu colesterol, mas o seu paladar vai.

#9
A Nutella tinha uma rede social antes do Facebook sequer existir. Foi chamado MyNutella.it, e lançado em abril de 2003 (cerca de 10 meses antes da estreia do Facebook). O site ostentava mais de 150.000 membros, que postavam pensamentos, fotos e obras de arte – todos relacionados com a marca.

#10
Nova York e Chicago têm bares inteiros dedicados a sobremesas de Nutella.

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#11
Um super fã criou o Dia Mundial da Nutella (05 de fevereiro) – e recebeu uma intimação para cessar e desistir de usar o nome da marca para se promover. Logo após a carta ser divulgada pela fã, a empresa pediu desculpas e disse que esse era um procedimento de praxe para qualquer pessoa ou empresa que use o nome Nutella para benefício próprio. Deveriam era ter dado estoque ilimitado de Nutella pelo resto da vida da fã, isso sim!

Fonte: Cosmopolitan US


Detergente pode servir para muito mais do que você imagina. Veja 9 usos possíveis

terça-feira, 15 de março de 2016

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Detergente é uma fórmula de sabão neutro de bastante eficiência na hora de limpar e desengordurar, mas que você nem imagina quantas outras aplicações pode ter. Além de ajudar na remoção de manchas, também pode ser muito útil da tarefa de polir e dar brilho. Veja algumas sugestões de como pode usá-lo para facilitar as tarefas domésticas:

 

Use o detergente para:

1. Lavar roupas delicadas

Sabe aquela peça de roupa que tem que ser lavada à mão? Por ser mais leve, o detergente de louça é uma ótima alternativa para a limpeza de peças mais delicadas. É só substituir o sabão em pó por uma colher de sopa de detergente.

2. Higienizar pentes e escovas de cabelo

Prepare uma solução de água morna com algumas gotas de detergente para higienizar pentes e escovas de cabelo. A mistura ajuda a eliminar oleosidade e resíduos de produtos capilares que podem ficar acumulados nas cerdas.

3. Dar brilho a joias

Para limpar suas joias e mantê-las brilhantes, coloque-as de molho por alguns minutos em uma mistura de detergente de louça neutro e água com gás. As bolhas ajudam o detergente a penetrar nos cantinhos e remover a sujeira. Se for preciso, utilize uma escova para limpar melhor.

4. Lavar azulejos

Misture duas colheres de detergente em um balde com água morna para uma limpeza eficiente de azulejos. O detergente é ideal para se livrar do aspecto engordurado da cerâmica e também tirar manchas do rejunte.

5. Remover manchas de tapetes

Para remover mancha de carpetes e tapetes, limpe-a com um pano embebido em água morna e detergente. O detergente ajudará o pano a absorver o resíduo da mancha. Quando a sujeira tiver sumido, passe uma esponja com água fria no local e seque em seguida.

6. Tirar manchas de gordura da roupa

O detergente de cozinha é uma opção eficiente para remover manchas de gordura de tecidos. Aplique sobre o local, esfregue e enxague com água para se livrar rapidamente de resíduos engordurados. O método pode ser utilizado até em tecidos mais delicados, como a seda.

7. Matar insetos

O detergente é uma opção barata, eficaz e bem menos agressiva que muitos venenos quando precisa se livrar de formigas e aranhas, por exemplo. Basta misturar cerca de duas colheres de detergente em um litro de água e borrifar diretamente nos insetos.

8. Polir mármore e granito

A maioria das pessoas acha que pedras naturais são difíceis de limpar, ou exigem produtos de limpeza caros e muito químicos ou abrasivos. Use uma solução simples de detergente e água para deixar a superfície limpa e clara, apenas usando uma escovinha para esfregar.

9. Fazer a manicure

Misture uma gota de detergente em uma bacia de água morna (tão quente quanto puder suportar), e deixe as mãos de molho por cerca de cinco minutos antes de usar a espátula ou o alicate de cutículas.


Conheça o ‘milagre químico’ que torna possível a existência do pão

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Fazer pão é como tricotar. Depois de dar uma boa espiada na execução, você se pergunta como diabos alguém teve a ideia original e quanto tempo demorou para aprender.

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Historiadores dizem que as origens do pão datam de 30 mil anos atrás. As primeiras versões foram provavelmente o resultado de descobertas acidentais ou de experiências com água e farinha de grãos, o que teriam resultado em pães chatos e ancestrais de variações como a tortilha.

Em linhas gerais, o processo de fabricação do pão é a mistura de pequenos fungos produtores de dióxido de carbono – conhecidos como fermento -, farinha e água. As mãos do padeiro criam uma estrutura em que a tendência do fermento de liberar gases se combina com a tendência da papa composta de água e farinha de formar uma membrana elástica.

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Após a mistura “dar liga”, o calor transforma a massa e lhe dá a forma permanente – pelo menos até alguém mais faminto arrancar um pedaço.

A química no coração da fabricação de pão envolve a transformação de longas moléculas em treliças. Esse processo ocorre em muitos alimentos, criando texturas e gostos graças à retenção de substâncias como água e gordura. No caso do pão, as moléculas em questão são as gluteninas, uma família de proteínas do trigo que é fundamental para a estrutura do pão.

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Quando a farinha de trigo combina com a água, longos fios de gluteninas são formados. A presença da água os deixa mais maleáveis e, com ajuda do oxigênio, os fios começar a se interligar. Essas longas correntes “grudam” em suas vizinhas e, à medida que a massa é “surrada”, as correntes são quebradas e novas correntes são formadas, uma atrás da outra.

Pequenas bolas de uma outra proteína, a gliadina, deixam as gluteninas lubrificadas no processo e as orientam a ficar mais firmes, formando uma massa de proteínas, junto com grãos de amido – o glúten. Muita “surra” massa resulta em um pão mais resistente e mastigável, ao passo que um processo mais brando de amassamento resulta em texturas mais suaves.

Mas as reações proteicas “relaxam” quando colocamos a massa de lado e deixamos que o fermento faça seu trabalho. O tempo passa e as ligações entre as proteínas vão esmorecendo, permitindo que a massa seja expandida pelo gás liberado pelo fermento.

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O dióxido de carbono passeia pelo interior da massa, inflando-a como se fossem balões de gás. Dependendo do tipo de pão em questão, é o momento de espremer a massa ou dobrá-la para que ela cresça novamente.

Este processo pode ser repetido mais vezes para encorajar o sabor do pão, já que o fermento também tem influência sobre o gosto. Quando a massa vai ao forno, o fermento entra em frenesi, o calor transforma a água na massa em vapor, e o pão incha.

Os amidos na massa endurecem e a rede de moléculas de proteínas toma sua forma final. O produto final é uma maravilha se você considerar a delicadeza e a complexidade do processo.


Os alimentos que atraem sorte na hora da virada

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Lentilha

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O grão pode ser espalhado pela mesa, ao longo da ceia, e deve ser o primeiro alimento ingerido na hora da virada. O prato de lentilha deve ser comido à meia-noite, em cima de uma cadeira, concentrando-se em pensamentos positivos. Atrai fartura, dinheiro e prosperidade.

Romã

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Depois de comer sete gominhos de romã, enrole as sementes num papel branco e guarde na carteira durante o ano todo. Ajuda a atrair fartura e fertilidade.

Uvas

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Há duas simpatias que podem ser feitas com as uvas: comer três, mentalizando um desejo no momento de engolir cada uma; ou comer doze, mentalizando um pedido para cada mês do próximo ano. Dizem que a fruta atrai sorte e prosperidade.

Champanhe

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Quando o novo ano chegar, além do tradicional brinde com champanhe, jogar a bebida para trás simboliza que tudo o que te aconteceu de ruim ficará no passado. O ritual diz que é preciso dar três pulinhos com a taça na mão, sem derrubar nenhuma gota e, em seguida, jogar o conteúdo para trás.


A diferença entre Colomba Pascal e Panetone

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

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Colomba pascal – ou colomba pasquale para os italianos, tem o jeitão de panetone, mas sua receita guarda algumas peculiaridades. A começar pelo formato de ave, daí o nome colomba, ou pomba em italiano. “O pássaro tem significado eucarístico para os católicos, além de ser um símbolo da paz. Há quem diga que também lembra uma cruz, uma remissão ao sacrifício de Cristo”, explica Sandro Dias, professor de história da gastronomia no Senac. Por essa simbologia, os católicos puseram a colomba para reinar na mesa de Páscoa. “O bolo é tradicionalmente servido após o almoço do domingo ou no café da manhã”.

Como o panetone, a colomba também nasceu na Lombardia – mais precisamente na província de Pavia, próxima à Milão. A história igualmente cercada de lenda atribui sua criação a um terrível rei e doze donzelas condenadas por ele à morte, como escreve Claudia Piras em Culinária Itália, da Ed. Hullman:

“Quando Alboin, Senhor dos Longobardos, conquistou a cidade de Pavia, as suas exigências não se limitaram a reclamar o ouro e demais riquezas que, por direito, pertenciam aos conquistadores. Ele exigiu que lhe fossem entregues doze donzelas de beleza excepcional. Para as escolhidas não restavam dúvidas quanto ao destino que as esperava. À exceção de uma, todas se mostraram apavoradas e inconsoláveis. Essa corajosamente mandou que lhe trouxessem mel, farinha e frutos cristalizados e com eles fez um bolo, cuja forma lembrava uma pomba. Apresentou então o bolo ao Alboin que ao prová-lo encantou-se com o sabor e concedeu à moça a liberdade”.


20 de novembro — Dia da Consciência Negra

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Em 20 de novembro comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. Mas você sabe o motivo de escolha dessa data?

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Foi nesse dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi dos Palmares. Este foi a liderança mais conhecida do chamado Quilombo dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra. A data foi estabelecida pela Lei 12.519/2011.

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Outro motivo para a escolha dessa data foi o fato de que no Brasil o fim da escravidão é comemorado em 13 de maio. Nesse dia, no ano de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil. Porém, comemorar o fim da escravidão em uma data em que uma pessoa branca e pertencente à família real portuguesa, a principal responsável pela escravidão no Brasil, assinou uma lei pondo fim ao cativeiro faz parecer que a abolição foi feita pelos próprios escravistas. Faz com que a abolição fosse apresentada como um favor dos brancos aos negros.

A escolha do dia 20 de novembro serviu, dessa forma, para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.

Os quilombos não deixaram de existir quando Palmares foi destruído sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários outros quilombos foram formados nos duzentos anos após o fim de Palmares.

Mesmo nos anos finais da escravidão a ocorrência de fugas em massa de escravos das fazendas, a ocupação de terras e a realização de rebeliões foram muito importantes para que a Lei Áurea fosse assinada.

O fim da abolição não representou também o fim dos problemas sociais para os escravos libertados. O racismo e a resistência à inclusão dos negros na sociedade brasileira após a abolição foram também um motivo para se escolher o 20 de novembro como data para se lembrar dessa situação.

A resistência dos afrodescendentes não se fez apenas no confronto direto contra os senhores e forças militares, ela também ocorreu no aspecto religioso e cultural, como no candomblé, na capoeira e na música. Relembrar essas características culturais é uma forma de mostrar a importância dos africanos escravizados e de seus descendentes na formação social do Brasil.

São esses alguns dos objetivos da comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra em 20 de novembro.


Fazer sesta reduz risco de infarto, diz pesquisa

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Tirar um cochilo regularmente após o almoço pode reduzir o risco de infarte, revelou um novo estudo.

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Conduzida por cientistas gregos, a pesquisa mostrou que fazer a famosa sesta contribui significativamente para a redução da pressão sanguínea, diminuindo as chances de o paciente sofrer uma parada cardíaca.

“Churchill (Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico) afirmava que tinha de fazer uma sesta entre o almoço e o jantar. Já Thatcher (Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra britânica) dizia que em torno das três da tarde não deveria ser molestada”, afirmou Manolis Kallistratos, que liderou a equipe responsável pelo estudo.

As conclusões do trabalho ─ que relaciona a sesta à pressão arterial ─ foram apresentadas recentemente no Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Londres.

“Ambos (Churchill and Tatcher) tinham razão. Segundo o nosso estudo, dormir ao meio-dia reduz a pressão arterial e pode diminuir o número de medicamentos necessários para os hipertensos”, assegurou Kallistratos, cardiologista do Hospital Geral de Asklepieion Voula, em Atenas.

Pressão arterial mais baixa

O estudo mediu o impacto da sesta na pressão sanguínea de cerca de 400 pacientes com uma idade média de 61,4 anos.

Cada paciente teve sua pressão medida tanto durante as horas em que permanecia no trabalho quanto por 24 horas em um ambulatório.

Também foram avaliados a velocidade de onda de pulso, os hábitos de vida e o índice de massa corporal dos pacientes (IMC). Eles foram submetidos ainda a ecocardiogramas.

Após descartar o impacto de fatores como idade, sexo, consumo de álcool, sal, tabaco, café e exercício, Kallistratos e sua equipe constataram que a pressão arterial ambulatória era 5% menor em pacientes que faziam a sesta do que aqueles que não descansavam após o almoço.

A taxa se refere à pressão arterial sistólica. No caso do estudo, a pressão sistólica dos pacientes que faziam a sesta foi 4% menor quando estavam acordados (5 mmHg) e 6% menor (7 mmHg) durante a noite do que as dos pacientes que não tiravam o cochilo.

“Apesar do número parecer baixo, devemos lembrar que uma redução de 2 mmHg na pressão arterial sistólica pode reduzir o risco de eventos cardiovasculares em até 10%”.

Os pesquisadores também verificaram que a chamada velocidade de onda de pulso (pulse wave velocity em inglês), um índice de rigidez da aorta, era 11% inferior, e o diâmetro do ventrículo esquerdo 5% entre os pacientes que faziam a sesta e aqueles que não descansavam após o almoço.

“Isso indica que quem faz a sesta tem menos problemas nas artérias e no coração devido à pressão arterial alta”, assinalou Kallistratos.

Duração

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A duração da sesta também foi avaliada pela pesquisa.

Os pacientes que dormiram por 60 minutos após o almoço registraram uma pressão sistólica ambulatória menor do que aqueles que descansaram 17 minutos menos.

“Nosso estudo demonstra que a sesta não só está associada a uma menor pressão arterial, mas também que, quanto mais longa ela é, mais benéfico será o descanso”, disse Kallistratos.

“A sesta ao meio-dia está associada à menor pressão arterial durante um período de 24 horas, a uma maior redução da pressão durante o descanso à noite, e menos danos às artérias e ao coração. E quanto mais longa for a sesta, menor serão os níveis da pressão arterial sistólica e também provavelmente a quantidade de medicamentos necessária para regular a pressão”, acrescentou.

O desafio, segundo Kallistratos, é incorporar o descanso na rotina diária.

“A sesta ao meio-dia é um hábito ainda visto como um privilégio para quem trabalha de nove da manhã às cinco da tarde”, disse Kallistratos.

Fonte: BBC Brasil


Por que sentimos o sabor doce?

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

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Estamos habituados a pensar no açúcar como o “rei” da sensação de sabor doce. Se uma laranja é doce, é porque os açúcares contidos nela são percebidos pelos receptores desse tipo de gosto em nosso paladar. E a mesma regra deveria valer para qualquer outra fruta, de morangos a tomates.

Mas Linda Bartoshuk, psicóloga e cientista especializada em paladar da Universidade da Flórida, acredita que há uma explicação diferente. Ela e seus colegas descobriram que os produtos químicos responsáveis por uma grande parte da sensação doce das frutas são, na realidade, inalados e processados pelo olfato – e não sorvidos com a língua.

Trata-se de um fenômeno diferente do que acontece quando brincamos de tampar o nariz enquanto mastigamos uma jujuba – algo que nos impede de identificar seu sabor. (Se você nunca tiver feito essa experiência, vale a pena tentar: é uma maneira incrível de entender como o paladar não está relacionado apenas à boca).

A pesquisa recente de Bartoshuk e sua equipe, no entanto, não aborda as conotações complexas do sabor. Ela trata de compreender o sabor doce em si.

Revelações de um tomate

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Segundo a cientista, a ideia de que compostos voláteis emanados das frutas poderiam estar ligados ao sabor doce já vem sendo discutida desde os anos 1970. Mas os efeitos individuais de cada composto volátil são pequenos, assim como as quantidades de cada produto químico nas frutas.

Somente há alguns anos, enquanto ela e seus colegas trabalhavam em um estudo para tentar identificar exatamente quais moléculas são responsáveis pelo gosto dos tomates, ela encontrou algo surpreendente.

A equipe havia analisado a composição de 152 variedades mistas de tomate, registrando os níveis de glicose, frutose, ácidos e 28 compostos voláteis (substâncias que evaporam em condições normais de temperatura e pressão). Ao mesmo tempo, ao longo de três anos, eles organizaram degustações com voluntários para avaliar 66 destas variedades, classificando cada uma de acordo com sua doçura, sua acidez e outras características de sabor.

Bartoshuk ainda se lembra do momento em que ela estava sentada em seu escritório, com uma montanha de dados, e executou um teste, por curiosidade, para ver quais os compostos que mais contribuem para o gosto adocicado do tomate.

Ela esperava que a resposta seria açúcar, mas “quase caiu da cadeira”, segundo conta: também contribuíam significativamente nada menos que sete substâncias voláteis.

Doce mistério

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A cientista entendeu ainda que os voláteis pareciam explicar por que os indivíduos que participaram das degustações classificaram algumas variedades de tomate como sendo mais doces do que outras que continham mais açúcar.

Por exemplo, a equipe testou uma variedade chamada Yellow Jelly Bean e outra de nome Matina. O tomate Jelly Bean contém 4,5 gramas de glicose e frutose em 100 mililitros de fruta, e ocupou o número 13 em uma escala para a sensação doce. O Matina possui pouco menos de 4 gramas de glicose, mas foi classificado com um gritante 25 no ranking.

A principal diferença bioquímica entre os dois é que o Matina tem pelo menos o dobro de cada um dos sete voláteis do Jelly Bean. Quando a equipe isolou esses voláteis de um tomate e os adicionou a uma mistura de água com açúcar, a percepção do sabor doce deu um salto.

Eles também investigaram blueberries e morangos, entre outras frutas. Morangos têm muito menos açúcar do que blueberries, mas são constantemente avaliados como bem mais doces. A equipe da Universidade da Flórida acredita que isso ocorre porque o morango tem até 30 voláteis a mais que a blueberry.

Eles descobriram que a adição de compostos voláteis do morango à água com açúcar impulsionou a percepção da doçura ainda mais do que os do tomate. A combinação dos voláteis de ambos dobrou essa sensação.

Não que o aroma dos morangos ou dos tomates estivessem pairando acima da água – não havia uma concentração suficiente deles para evaporar e chegar ao nariz. O que os cientistas sugerem é que quanto mais açúcar está presente, menos os voláteis contribuem para a percepção do sabor doce.

Mas os efeitos se tornam mais fortes quando há um número maior de voláteis envolvidos – até os compostos presentes em quantidades mínimas contribuem para o gosto.

Manipulação de alimentos

Os pesquisadores ainda estão investigando como e por que o cérebro processa essas informações. Sabe-se que os sinais vindos dos receptores olfativos ativados pelos componentes voláteis são enviados para a mesma parte do cérebro que regula o paladar, em vez de serem mandados para o local que controla as percepções vindas do nariz.

Embora não seja uma neurocientista, Bartoshuk sugere: “Quando no cérebro há voláteis atingindo as mesmas células que atuam no paladar, ele integra a mensagem. E parte dessa integração resulta em um realce da sensação, dependendo dos componentes e dos sabores envolvidos”.

Enquanto os pesquisadores continuam a investigar as causas desse estranho efeito, podemos começar a sonhar com as possibilidades que se abrem diante de nós: seria possível fazer uma limonada com menos açúcar se colocassem nela um coquetel de voláteis? Bartoshuk acredita que sim.

Outra consequência seria a manipulação dos voláteis para a produção de frutas mais doces, uma ideia com a qual a cientista também vem flertando.

 

Fonte: BBC Brasil


5 mitos e 5 verdades da cerveja

terça-feira, 08 de setembro de 2015

Cerveja engorda ou emagrece? Precisa ser gelada? 5 verdades e 5 mitos sobre a cerveja que vão render muito papo de bar.

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No Brasil, a cerveja está sempre presente, reunindo amigos e confraternizando. Mas afinal, ela emagrece ou engorda? Tem mesmo que ser gelada? Opinião todo mundo tem, mas em quais acreditar? Preparamos uma listinha com cinco mitos e cinco verdades… Preparado?

Verdades da cerveja

1. Ajuda na dieta!

Não é papo de boteco! Estudos comprovam que há componentes na cerveja que ajudam a dar energia ao corpo, acelerando, assim, a queima de gordura. Portanto, fique tranquilo! Se você é daqueles que se reúne com os amigos para desfrutar de uma boa e velha cervejinha, não está quebrando a dieta!

2. É benéfica à saúde

Estudos comprovam que ela traz, sim, benefícios à saúde! Mas não vamos exagerar e usar isso como desculpa. A bebida é rica em vitaminas B e antioxidantes que, combinados com o álcool, podem ajudar a reduzir em 35% as doenças cardiovasculares. Além disso, outros componentes possibilitam a prevenção de alguns tipos de câncer e osteoporose. Gostou, né? Lembrando que o consumo moderado associado a práticas de vida saudáveis são essenciais para tais benefícios.

3. Sal, gelo e álcool ajudam a gelar mais rápido

Palmas ao inventor da receita! Nossa pressa de tomar aquela gelada agradece a combinação de gelo, sal, álcool e água que realmente gela a cerveja mais rápido. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool. A água aumenta a superfície de contato, o sal faz com que o gelo demore mais para derreter e o álcool rouba calor. Bacana, né, como a química pode contribuir com a nossa espera pela cerveja gelada? Os especialistas no assunto chamam esse líquido de “mistura frigorífica”.

4. Homens e mulheres devem tomar quantidades diferentes de cerveja

Verdade! A capacidade do fígado da mulher é mais baixa que a do homem. Feministas, acalmem os nervos. Homens, parem de rir daquela companheira de levantamento de copo. Para a mulherada, 350 mL de cerveja é o ideal. Para os homens, seria o dobro dessa quantidade (não se aproveitem disso, ok?!). Os valores também podem ser alterados de uma pessoa para outra.

5. Acalma o estresse e a fadiga

O levedo de cerveja é rico em vitaminas do complexo B e, portanto, recomendado para pessoas que estão em situação de alto estresse, pois ajuda a dar mais rigor ao organismo e em alguns processos neurológicos que provocam fadiga mental. Então, está estressado? Sensação de fadiga? Está aí uma possível solução!

Mitos da cerveja

1. Deixar a cerveja deitada gela mais rápido

Nada disso! Vinhos são armazenados deitados. Cervejas, em pé! Essa é a melhor posição para armazenar e gelar cervejas, para que a superfície de contato do líquido com o ar seja menor. A cerveja deve ser resfriada gradualmente, e só pode ser levado ao congelador (se preferir), momentos antes de servir (por nada mais do que 20 minutos!).

2. Cerveja tem que ser servida muito gelada

Mais um engano. Por mais que algumas pessoas adorem tomar uma “beeem” gelada, quando servida em baixíssima temperatura, a cerveja acaba anestesiando as papilas gustativas da língua, e isso diminui a sensibilidade para degustar a bebida. O calor pede cervejas geladas, mas sem exageros (até porque, acredite, os belgaspassam muito frio o ano inteiro e não estão interessados em gelar suas cervejas).

3. Não existe copo específico para tomar cerveja

Você é daqueles que bebe em qualquer tipo de copo? Pode estar perdendo a chance de degustar bem uma cerveja. Diferentes sabores e aromas são ressaltados em diferentes tipos de copo. A pilsen, por exemplo, pode ser apreciada em uma tulipa ou caneca, já a lambic pede taças do tipo flauta, enquanto as de trigo exibem melhor suas qualidades em copos maiores. Mas caso você não tenha o copo ideal para cada uma, pode usar taças de vinho branco, seu bojo e abertura já são uma bela mão na roda.

4. Cerveja faz a famosa “barriguinha de chopp”

Sabe aquele seu amigo que bebe com você e tem uma barriguinha mais, digamos, saliente…? Pois bem, não é a famosa “barriguinha de chopp”, pois cerveja não engorda tanto assim! Apreciadores de cerveja, ouçam a boa nova: é comum ouvir que a bebida “dá barriga”, contudo, ela não tem relação alguma com a quantidade de caloria corporal e pode até ser menos calórica do que um copo de suco de laranja sem açúcar! Gostou né? Mas não se empolgue, pois as calorias de dois copos de cerveja já acabam com qualquer dieta.

5. Cerveja tem água, então não precisa beber água entre um copo e outro

Não é bem assim. Você bebe, a bexiga enche, primeira ida ao banheiro. O processo se repete várias vezes. Até aí você já sabe… O que talvez não saiba é que o rim manda água para a bexiga, e não o álcool ingerido – ou seja, sua água se vai, e isso aumenta o teor de álcool no corpo e também a beleza das pessoas ao redor. Alto teor alcoólico, alto teor de sono. Para recuperar o líquido perdido, o sangue retira a água. O cérebro possui grande armazenamento, e é ele o mais prejudicado nessa hora. É daí que vem a insuportável dor de cabeça e a ressaca! Portanto, um copinho de água a cada meia hora evita que o mundo gire, digamos, diante dos seus olhos.

ATENÇÃO!! Não é porque a cerveja tem seu lado positivo que pode ser bebida aos montes. Os efeitos ruins do álcool ainda superam todos esses pontos. Ou seja, se você gosta, beba sem medo, mas saiba dos limites. Afinal, para uma cerveja boa basta uma garrafinha para lembrar de seus sabores o dia todo!

Fonte: Sonoma


Dieta rica em carboidratos foi chave para inteligência humana, diz estudo

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

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Eles têm má reputação entre quem quer perder peso, mas tudo indica que, há milhares de anos, alimentos ricos em carboidratos – como os tubérculos – foram cruciais para que ficássemos mais inteligentes.

Ao menos é esta a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e Universidade de Sydney, que afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie.

A razão é simples: a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro.

E, segundo o estudo, o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos – e, em particular, dos amidos – sustentou o acelerado crescimento do cérebro “que começou a notar-se a partir do [período] Pleistoceno Médio”.

“A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos”, diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.

Em uma linguagem mais simples, isso quer dizer que uma dieta com alimentos ricos em carboidratos deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva (que algumas das dietas modernas ou em moda ignoram).

Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares – enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares – do que o resto dos primatas.

E essa adaptação, dizem os pesquisadores, começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.

A importância da culinária

Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar.

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E a multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo às possibilidades abertas pelo uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis.

Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona, isso confirma a importância da cozinha na evolução humana – e é uma má notícia para quem propõe dietas crudívoras (com alimentos de origem agrícolas crus).

Mas uma das hipóteses principais – a ideia de que, sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução – também deu novos argumentos aos críticos da chamada “dieta paleolítica” ou “dieta paleo”.

Essa “dieta dos homens das cavernas” se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens.

E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, que responsabiliza por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.

Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados.

“Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta”, argumentam no estudo, intitulado A importância da dieta de carboidratos na evolução humana.

Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários.

“Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, médula renal [parte do rim], glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos”, explicam.

O que não significa que reduzir o consumo de calorias não seja saudável. Mas certamente confirma que, antes de começar qualquer dieta, uma consulta com um médico é um passo necessário.

Fonte: BBC Brasil



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